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NORTE EM DESTAQUE!

Contemplem o movimento independente de quadrinhos


Belém, 09 de abril de 2026

Autora: Mandy Modesto - @mandy_modesto_

Revisão Textual: Amanda Murta - @amandamurta_



“Bom, o Circuito Amazônico de Quadrinhos é uma experiência sensacional. A gente poder colocar nossa própria produção de quadrinhos amazônicos rodando nossa região, incentivando, dando visibilidade e força para os quadrinistas da Amazônia e poder ter esse contato entre autores e leitores é, sem dúvida, o trabalho mais gratificante que a gente tem feito. É também uma forma de colocar nossa produção na rota de eventos nacionais e fazer com que sejamos vistos, conhecidos e consumidos. Tá sendo incrível!”  - Sâmela Hidalgo, fundadora do movimento Norte em Quadrinhos e Produtora Executiva do Circuito Amazônico de Quadrinhos.

O II Circuito Amazônico de Quadrinhos já começou! O objetivo é descentralizar o cenário brasileiro de quadrinhos e dar protagonismo às autorias que produzem pelo Norte. Temos grandes nomes, publicações icônicas e grupos talentosos que trabalharam arduamente para mostrar tudo o que podemos fazer! É o momento de arrumar as malas, preparar as marmitas, organizar as mesas e tirar muitas fotos, pois estamos escrevendo uma nova fase da história!


A Semana do Quadrinho Nacional já é um evento tradicional de Belém do Pará. Esse formato se consolidou a partir de 2015, mas as celebrações já ocorrem de diversas formas desde 1991. O quadrinho já passou por transformações históricas, mas simbolicamente, sempre foi um movimento independente, coletivo e apoiado por espaços culturais públicos. Somos crias das políticas de incentivo que se preservam na resistência do Curro Velho, da Casa da Linguagem e da Casa das Artes.


1º Mostra de Quadrinhos - 1991 - Fonte: Imagem compartilhada por Vince Souza.
1º Mostra de Quadrinhos - 1991 - Fonte: Imagem compartilhada por Vince Souza.

O quadrinho possui qualidades que só os inteligentes podem ver - sem ironia. 


O quadrinho ensina, comunica, emociona, muda perspectivas de vida, provoca reflexões e impacta pela leitura não somente das palavras, mas também do que narra por meio  das imagens. Entretanto, já tive o desprazer de ver acadêmicos fazendo pouco caso dos quadrinhos; vi o abandono que nos deixou no limbo entre as artes visuais e a literatura, pois ambos não nos queriam; e também vi autores alienígenas se sentirem à vontade para retratar a Amazônia com pensamentos folclóricos tão rasos quanto o suor da têmpora de quem nunca sentiu o calor destas terras, e olha que aqui é quente.


Estas palavras amargas e irritadas são parte de nossa cultura, então se acostumem. O nosso temperamento exaltado e empolgado xinga até as amizades mais próximas, mas eu juro que toda essa revolta esconde um carinho fervoroso pela nossa região. Estamos acostumados a produzir dentro de nossas possibilidades - com muitas dificuldades - e defender a importância dos quadrinhos a cada passo.


E sinceramente, há um cansaço geral dos filtros idealizados de brasilidade. Não somos todos iguais. Não há um consenso de identidade brasileira. Não tem como tirar o “sotaque” das nossas páginas. Portanto, é bom se acostumar com a diversidade. Aos ignorantes, digo-lhes que nunca fomos selvagens, mas também afirmo que nunca fomos dóceis.


Apesar do tom ácido, este texto é um convite. A intenção aqui é espantar os ladrões de pauta e receber bem visitantes agradáveis. Venham prestigiar o Circuito Amazônico de Quadrinhos. Somos excelentes anfitriões e prometo que a culinária e os passeios são inigualáveis. 


O evento conta com palestras, oficinas, desafio de quadrinhos, lançamentos, sessão de autógrafos, exposição e um beco dos artistas impressionante! É a oportunidade de conhecer artistas, conversar sobre as publicações, descobrir curiosidades e participar ativamente do fortalecimento desse cenário que cresce mais a cada ano.


E deixando escapar um pequeno spoiler… O Coletivo Kitnet tem um grande lançamento reservado para a Semana do Quadrinho Nacional de Belém… E uma boa dica é que este foi o nosso maior trabalho, literalmente.


Outra coisa importante! O evento está distribuído em três espaços: a sede da FCP - CENTUR (Avenida Conselheiro Furtado, nº 1361. Cremação); o SESC VER-O-PESO (Boulevard Castilhos França, nº 522. Campina) e Praça Waldemar Henrique. Não se perca! Atenção à programação do evento!


É possível acompanhar a programação principal do evento pelo perfil oficial do evento - @circuitoamazonico.hq - ou pelos perfis das cidades participantes:


Manaus - AM: 27 a 29 de março de 2026. (@semanadoquadrinho.mao);

Boa Vista - RR: 4 e 5 de abril de 2026. (@feiraroraimensedequadrinhos);

Parintins - AM: 10 e 11 de abril de 2026. (@estudioburitii);

Belém - PA: 15 a 18 de abril de 2026. (@semanahq.pa);

Palmas - TO: 24 e 25 de abril de 2026. (@feirateiu);

Macapá - AP: 2 e 3 de maio de 2026. (@semanadoquadrinho.ap).


Vamos participar da história dos quadrinhos nortistas revolucionando o cenário nacional!


Pôster do Circuito Amazônico de Quadrinhos, 2026.
Pôster do Circuito Amazônico de Quadrinhos, 2026.

 
 
 

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